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Ampligo bula 2026: dose, lagartas, intervalo e estratégia anti-resistência

Revisão técnica: Eng. Agrônomo André Noronha

Quem pesquisa por Ampligo bula normalmente quer encontrar de forma rápida informações sobre dose por hectare, lagartas controladas, intervalo entre aplicações, carência e, principalmente, entender como usar o produto sem perder eficiência ao longo do tempo.

O Ampligo é um inseticida de contato e ingestão, formulado como mistura de CS e SC (ZC), com dois ingredientes ativos: lambda-cialotrina 50 g/L e clorantraniliprole 100 g/L. Essa combinação reúne um ingrediente ativo do grupo 3A com outro do grupo 28, o que amplia o espectro de controle sobre lagartas e reforça a importância do produto em programas de manejo bem posicionados.

Na prática, isso significa que a busca por “Ampligo bula” costuma estar ligada a dúvidas objetivas como: quanto aplicar, quando entrar com o produto, quais lagartas ele controla e como evitar perda de eficácia por resistência.

O que é o Ampligo e para que ele serve?

O Ampligo é um inseticida indicado para o controle de pragas em diversas culturas agrícolas, com forte associação ao manejo de lagartas. O produto tem uso registrado em culturas como algodão, arroz, amendoim, aveia, cana-de-açúcar, citros, feijão, milho, soja, sorgo, tomate, trigo, repolho, brócolis, couve-flor, melão, cenoura e outras culturas registradas em bula.

Ele costuma ser lembrado especialmente no controle de pragas como:

  • lagarta-do-cartucho
  • lagarta-da-soja
  • lagarta-falsa-medideira
  • lagarta-helicoverpa
  • lagarta-enroladeira-das-folhas
  • traça-do-tomateiro
  • traça-das-crucíferas
  • lagarta-da-panícula
  • bicheira-da-raiz
  • bicudo-do-algodoeiro

Essa amplitude ajuda a explicar por que o termo “Ampligo bula” tem bom potencial de tráfego orgânico.

Composição do Ampligo

A composição do produto é a seguinte:

  • Lambda-cialotrina: 50 g/L
  • Clorantraniliprole: 100 g/L
  • Classe agronômica: Inseticida de contato e ingestão
  • Grupo químico: piretroide + antranilamida
  • Grupos de ação: 3A e 28
  • Formulação: mistura de CS e SC (ZC)

Essa combinação torna o produto relevante no manejo de lagartas, especialmente quando a aplicação é feita com boa cobertura, lagartas em estágios iniciais e dentro de uma estratégia correta de rotação de mecanismos de ação.

Ampligo: dose por hectare

A dose do Ampligo varia conforme a cultura, a praga-alvo, a pressão de infestação e a tecnologia de aplicação. Não existe uma dose única válida para todas as situações.

Exemplos de doses do Ampligo em bula

Entre os exemplos mais relevantes, estão:

  • Algodão – bicudo-do-algodoeiro: 300 a 400 mL/ha
  • Algodão – lagarta-militar: 100 a 200 mL/ha
  • Algodão – lagarta-helicoverpa: 300 mL/ha
  • Arroz – lagarta-militar: 100 a 200 mL/ha
  • Arroz – lagarta-da-panícula / bicheira-da-raiz: 150 a 200 mL/ha
  • Milho – lagarta-militar: 100 a 150 mL/ha
  • Soja – lagarta-da-soja: 15 a 20 mL/ha
  • Soja – lagarta-enroladeira-das-folhas: 50 a 75 mL/ha
  • Soja – lagarta-falsa-medideira: 75 a 200 mL/ha
  • Soja – lagarta-helicoverpa: 100 a 150 mL/ha
  • Tomate – traça-do-tomateiro: 20 a 30 mL/100 L

Em algumas culturas a dose aparece em mL/ha. Em outras, como tomate, ela pode ser expressa em mL por 100 litros de água. Por isso, a leitura correta da bula continua sendo indispensável antes da aplicação.

Ampligo na soja

Na soja, o Ampligo é bastante associado ao manejo do complexo de lagartas, especialmente em áreas com pressão de desfolhadoras e helicoverpa.

Doses do Ampligo na soja

Na soja, a bula traz exemplos como:

  • Lagarta-da-soja: 15 a 20 mL/ha
  • Lagarta-enroladeira-das-folhas: 50 a 75 mL/ha
  • Lagarta-falsa-medideira: 75 a 200 mL/ha
  • Lagarta-helicoverpa: 100 a 150 mL/ha

De forma geral, o posicionamento do produto na soja depende de monitoramento constante e entrada no início da infestação, com foco em lagartas pequenas de 1º e 2º instares.

Ampligo no milho

No milho, o Ampligo é muito lembrado pelo controle de lagarta-do-cartucho, uma das pragas mais importantes da cultura.

Dose do Ampligo no milho

Para milho, a bula traz como exemplo:

  • Lagarta-militar / lagarta-do-cartucho: 100 a 150 mL/ha

A recomendação técnica é fazer amostragem da lavoura e entrar no início da infestação, com lagartas pequenas, ou quando houver até 10% de plantas com sintomas de raspagem nas folhas.

Esse detalhe é importante porque o sucesso do controle está muito ligado ao momento de entrada, e não apenas ao produto em si.

Ampligo no tomate

No tomate, o Ampligo aparece com destaque no manejo da traça-do-tomateiro.

Dose do Ampligo no tomate

A bula traz como referência:

  • Tomate – traça-do-tomateiro: 20 a 30 mL/100 L

Nesse caso, a tecnologia de aplicação e a cobertura da planta são decisivas, já que o alvo exige boa deposição da calda.

Quando aplicar o Ampligo?

O momento de aplicação é um dos fatores que mais influenciam o desempenho do produto. De forma geral, o Ampligo deve ser usado no início da infestação, com foco em lagartas pequenas e antes que o dano se intensifique.

A bula reforça esse ponto em diferentes culturas:

  • no algodão, recomenda-se iniciar no começo da infestação de adultos para bicudo e nas primeiras ocorrências para lagartas;
  • no milho, a entrada deve ocorrer com lagartas pequenas ou nos primeiros sintomas de raspagem;
  • na soja, a aplicação deve ser feita no início da infestação, com lagartas em estágios iniciais;
  • no tomate, o manejo da traça exige atenção constante desde os primeiros sinais da praga.

Esse é um ponto central para evitar falha de controle. Em lagartas maiores, a performance tende a cair, mesmo quando a dose está correta.

Intervalo entre aplicações do Ampligo

O intervalo entre aplicações varia conforme a cultura e a praga-alvo.

Entre os exemplos de bula, estão:

  • Algodão – bicudo-do-algodoeiro: 5 dias
  • Algodão – lagartas: 7 dias
  • Arroz – lagartas e bicheira-da-raiz: 7 dias
  • Soja – lagarta-da-soja e lagarta-enroladeira: 14 dias
  • Tomate – traça-do-tomateiro: manejo conforme reinfestação, respeitando o número máximo de aplicações

Mais importante do que decorar um único número é entender que o intervalo depende do alvo, da pressão de infestação, do histórico da área e do limite máximo de aplicações permitido para cada cultura.

Como preparar a calda do Ampligo

O preparo correto da calda ajuda a preservar a eficiência da aplicação e reduzir problemas operacionais.

Passo a passo básico

  1. Verifique se o pulverizador está limpo e sem resíduos.
  2. Adicione água ao tanque até parte da capacidade.
  3. Acione a agitação.
  4. Coloque o Ampligo na dose recomendada.
  5. Complete o volume com água.
  6. Mantenha a agitação constante até o fim da aplicação.

Além do preparo, a regulagem correta do equipamento, o tipo de ponta, a pressão e o volume de calda influenciam diretamente o resultado final.

Volume de calda e qualidade de aplicação

A bula traz diferentes volumes de calda conforme a cultura e a modalidade de aplicação. Entre os exemplos mais relevantes, estão:

  • Algodão – pulverização terrestre: 150 L/ha
  • Milho – pulverização terrestre: 200 L/ha
  • Soja – pulverização terrestre: 150 a 200 L/ha
  • Tomate – pulverização terrestre: 1.000 L/ha
  • Aplicação aérea em culturas registradas: mínimo de 20 L/ha

Na prática, isso reforça que o Ampligo precisa de boa cobertura das plantas e de uma aplicação tecnicamente bem ajustada.

Carência do Ampligo

O intervalo de segurança varia conforme a cultura. Entre os exemplos mais importantes da bula, estão:

  • Soja: 21 dias
  • Milho: 15 dias
  • Sorgo: 15 dias
  • Feijão: 15 dias
  • Citros: 21 dias
  • Tomate: 3 dias
  • Repolho: 7 dias
  • Brócolis: 7 dias
  • Couve-flor: 7 dias
  • Cana-de-açúcar: 60 dias
  • Arroz: 15 dias

Esse trecho é importante para buscas como “Ampligo carência soja”, “Ampligo carência milho” e “Ampligo intervalo de segurança”.

Intervalo de reentrada

A reentrada na área tratada só deve ocorrer quando a calda aplicada estiver completamente seca, respeitando no mínimo 24 horas após a aplicação. Caso seja necessário entrar antes desse prazo, devem ser utilizados os mesmos EPIs recomendados durante a aplicação.

Fitotoxidade do Ampligo

Nas culturas e doses recomendadas, os testes de campo informados na bula mostram que não há efeito fitotóxico. Mesmo assim, esse resultado depende do uso correto do produto, respeitando cultura, dose, alvo e tecnologia de aplicação.

Estratégia anti-resistência no uso do Ampligo

Esse é um dos pontos mais importantes para quem busca por Ampligo bula.

O produto reúne ingredientes ativos dos grupos 3A e 28. O uso repetitivo de produtos com esses mesmos mecanismos de ação, sem alternância adequada, aumenta o risco de seleção de populações resistentes.

Para preservar a eficiência do Ampligo, é importante:

  • rotacionar com produtos de mecanismo de ação diferente dos grupos 3A e 28;
  • usar o produto apenas dentro de janelas de aplicação;
  • evitar repetições excessivas no mesmo ciclo;
  • direcionar a aplicação para os estágios mais suscetíveis das pragas;
  • integrar o uso químico com outras estratégias do MIP;
  • seguir orientação técnica regionalizada.

A bula também reforça que a rotação de mecanismos de ação é essencial para prolongar a vida útil da ferramenta.

Principais erros que reduzem a eficácia do Ampligo

Aplicar em lagartas grandes

Esse é um dos erros mais comuns. O produto tende a entregar melhor resultado quando aplicado com lagartas pequenas.

Errar o timing de entrada

Esperar a infestação avançar demais reduz a eficiência do controle e pode exigir reaplicações em menor intervalo.

Ignorar a rotação de mecanismos de ação

Repetir sempre grupos 3A e 28 acelera o risco de resistência.

Aplicar com cobertura ruim

Sem boa regulagem, volume de calda e deposição correta, o desempenho cai bastante.

Subestimar a tecnologia de aplicação

Escolha errada de ponta, deriva e falhas de distribuição comprometem o controle mesmo quando a dose está certa.

FAQ sobre Ampligo bula

Qual é a dose do Ampligo na soja?

Depende da praga-alvo. Na soja, a bula traz exemplos como 15 a 20 mL/ha para lagarta-da-soja, 50 a 75 mL/ha para lagarta-enroladeira-das-folhas, 75 a 200 mL/ha para lagarta-falsa-medideira e 100 a 150 mL/ha para lagarta-helicoverpa.

Qual a dose do Ampligo no milho?

No milho, a bula traz 100 a 150 mL/ha para lagarta-do-cartucho.

Qual a carência do Ampligo para soja?

A carência do Ampligo para soja é de 21 dias.

Qual a carência do Ampligo para milho?

A bula informa 15 dias de intervalo de segurança para milho.

Ampligo serve para lagarta-do-cartucho?

Sim. O produto é amplamente associado ao controle de lagarta-do-cartucho, especialmente em milho e em outras situações registradas em bula.

Conclusão

O Ampligo é um inseticida importante no manejo de lagartas em diversas culturas, combinando lambda-cialotrina + clorantraniliprole em uma formulação voltada para controle por contato e ingestão. Seu desempenho depende principalmente de dose correta, entrada no momento certo, boa cobertura, respeito à carência e estratégia anti-resistência bem executada.

Para quem busca por Ampligo bula 2026, o mais importante é entender que a bula não deve ser usada apenas para consultar dose, mas como uma base técnica para uma aplicação mais eficiente, segura e sustentável.

Referências bibliográficas

Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. Ampligo: bula completa. Documento técnico com composição, doses, culturas registradas, intervalos, carência, reentrada e manejo de resistência.

Syngenta Brasil. Ampligo. Página oficial do produto com informações técnicas e posicionamento.

Pedro Larangeira - Gestor com MBA na área de Liderança e Gestão de Pessoas e Especialista em Sênior Marketing para o Agronegócio

Co-fundador Agro Attraction e Especialista em Sênior Marketing Digital para o Agronegócio

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Pedro Larangeira - Gestor com MBA na área de Liderança e Gestão de Pessoas e Especialista em Sênior Marketing para o Agronegócio

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