O pivô central de irrigação é uma tecnologia amplamente adotada na agricultura moderna para otimizar a distribuição de água nas lavouras. Este sistema automatizado permite irrigar grandes áreas de forma uniforme e eficiente, contribuindo para o aumento da produtividade e a redução de desperdícios. Neste texto, responderemos às principais perguntas sobre pivôs de irrigação, fornecendo informações detalhadas, dados e referências relevantes.
O valor de um pivô de irrigação pode variar amplamente, desde R$ 150.000 para pequenos sistemas até dezenas de milhões de reais para sistemas que cobrem milhares de hectares. Não há um limite máximo fixo, pois o custo total depende da escala do projeto e das especificações técnicas.
O custo de um pivô de irrigação está diretamente relacionado à área que ele cobre e às especificações técnicas do equipamento. Em geral, o custo por hectare diminui à medida que a área aumenta, devido a economias de escala. Contudo, é comum considerar um valor médio que varia entre R$ 4.000 e R$ 8.000 por hectare.
1. Para 100 hectares:
• Custo médio por hectare: R$ 6.000
• Custo total do pivô: 100 hectares x R$ 6.000 = R$ 600.000
2. Para 1.000 hectares:
• Custo médio por hectare: R$ 5.500 (devido a descontos por volume)
• Custo total: 1.000 hectares x R$ 5.500 = R$ 5.500.000
3. Para 30.000 hectares:
• Custo médio por hectare: R$ 5.000 (economias de escala)
• Custo total: 30.000 hectares x R$ 5.000 = R$ 150.000.000
O pivô central é composto por uma estrutura metálica montada sobre torres ou rodas que giram em torno de um ponto fixo central. A água é bombeada para o sistema a partir de uma fonte (como um reservatório ou poço artesiano) e distribuída ao longo do pivô através de tubulações e aspersores. À medida que o pivô gira, os aspersores pulverizam a água sobre a lavoura de forma uniforme. Esse movimento circular permite cobrir grandes áreas com eficiência, reduzindo o consumo de água e energia em comparação com outros métodos de irrigação.
Além do investimento no equipamento, é necessário considerar os custos de instalação, que incluem:
• Infraestrutura de água: perfuração de poços, construção de reservatórios e instalação de bombas.
• Energia elétrica: conexão à rede elétrica ou instalação de geradores.
• Preparação do terreno: nivelamento e adequação para a movimentação do pivô.
• Mão de obra especializada: contratação de técnicos para montagem e calibragem do sistema.
Estima-se que os custos de instalação representem cerca de 20% a 30% do valor do pivô. Portanto, para um equipamento de R$ 500.000, os gastos adicionais podem variar entre R$ 100.000 e R$ 150.000, totalizando um investimento de até R$ 650.000.
A área irrigada por um pivô depende do seu comprimento e da configuração do sistema. Um pivô típico pode irrigar áreas que variam de 20 a 200 hectares. Por exemplo:
• Pivô de 300 metros: irriga aproximadamente 28 hectares.
• Pivô de 500 metros: cobre cerca de 78 hectares.
• Pivô de 700 metros: alcança até 154 hectares.
A área coberta é calculada pela fórmula da área do círculo (A = πr²), considerando que o pivô descreve um círculo completo em seu movimento.
No mercado brasileiro e internacional, destacam-se várias marcas reconhecidas pela qualidade e inovação de seus equipamentos:
• Valley: líder global em sistemas de irrigação, conhecida pela durabilidade e tecnologia avançada.
• Lindsay (Zimmatic): oferece soluções inovadoras com foco em eficiência energética e automação.
• Reinke: destaca-se pela construção modular e materiais de alta resistência.
• Bauer: empresa europeia com forte presença no mercado, reconhecida pela precisão e confiabilidade.
• Fockink: fabricante nacional que combina tecnologia e adaptação às necessidades locais.
Para irrigar uma área de 100 hectares, é necessário um pivô de grande porte, geralmente com comprimento entre 560 e 630 metros. O custo de um equipamento dessa magnitude pode variar entre R$ 600.000 e R$ 900.000. Incluindo os custos de instalação e infraestrutura, o investimento total pode alcançar até R$ 1.200.000. Valores exatos dependem das especificações técnicas, como tipo de terreno, fonte de água e recursos tecnológicos adicionais.
A quantidade de água necessária para irrigar 1 hectare depende de fatores como:
• Tipo de cultura: culturas diferentes têm necessidades hídricas distintas.
• Clima: em regiões mais secas ou quentes, a demanda por água é maior.
• Tipo de solo: solos arenosos retêm menos água que solos argilosos.
Em média, considera-se que uma lâmina de água de 5 mm é suficiente para uma irrigação diária, o que equivale a 50.000 litros por hectare por dia (1 mm de água corresponde a 10.000 litros por hectare). Portanto, para um ciclo de irrigação semanal, seriam necessários cerca de 350.000 litros por hectare.
Pivôs usados podem ser adquiridos através de:
• Classificados online: sites como MF Rural, Agrofy e OLX possuem anúncios de equipamentos agrícolas usados.
• Leilões: empresas especializadas realizam leilões de máquinas e equipamentos agrícolas.
• Revendas autorizadas: algumas marcas oferecem programas de venda de equipamentos seminovos com garantia.
• Redes de contato: associações de produtores e cooperativas podem indicar vendedores confiáveis.
Ao adquirir um pivô usado, é crucial:
• Inspecionar o equipamento: verificar o estado das peças, corrosão e funcionalidade.
• Solicitar histórico de manutenção: saber se foram realizadas manutenções preventivas.
• Consultar um especialista: contar com a avaliação de um técnico para evitar problemas futuros.
A vida útil de um pivô de irrigação é influenciada por:
• Qualidade do material: equipamentos fabricados com materiais resistentes à corrosão tendem a durar mais.
• Manutenção: a realização regular de manutenções preventivas prolonga a vida útil.
• Condições de operação: ambientes com alta salinidade ou acidez podem acelerar o desgaste.
Em média, um pivô bem cuidado pode durar entre 20 e 30 anos. Componentes como motores e bombas podem necessitar de substituição ou reparos ao longo do tempo, mas a estrutura principal tende a ser duradoura.
O consumo energético de um pivô de irrigação depende de:
• Potência das bombas: bombas maiores consomem mais energia.
• Frequência de uso: pivôs que operam diariamente têm maior consumo.
• Eficiência do sistema: equipamentos modernos e bem calibrados são mais eficientes.
Em termos gerais:
• Consumo médio: entre 15 kWh e 50 kWh por hora de operação.
• Custo mensal: pode variar de R$ 3.000 a R$ 15.000, dependendo da tarifa de energia e do tempo de uso.
Para reduzir custos, alguns produtores investem em:
• Sistemas de energia solar: diminui a dependência da rede elétrica.
• Tecnologias de automação: otimizam o uso de água e energia, evitando desperdícios.
Um pivô central de irrigação opera de forma eficiente e sistemática para maximizar a distribuição de água nas lavouras.
Inicialmente, a água é extraída de uma fonte, como um poço ou reservatório, e então é conduzida através de uma bomba que impulsiona a água sob pressão para o sistema de tubulação do pivô.
Em seguida, essa água é distribuída através de aspersores montados ao longo do equipamento.
À medida que o pivô gira em torno de seu ponto central, ele irriga uma área circular da plantação, garantindo uma cobertura uniforme.
Esse movimento rotativo é alimentado por motores elétricos ou hidráulicos, que movem o pivô a uma taxa constante.
Assim, o sistema assegura que cada parte do campo receba a quantidade adequada de água, promovendo um crescimento saudável das plantas e maximizando a produtividade agrícola.
Optar pela irrigação por pivô traz uma série de vantagens para os agricultores.
Primeiramente, essa técnica proporciona uma distribuição uniforme de água, assegurando que cada planta receba a quantidade necessária para seu desenvolvimento saudável.
Além disso, ao contrário de outros métodos, o pivô permite um controle preciso sobre a quantidade e o ritmo de irrigação, o que pode resultar em economia de recursos e aumento da produtividade.
Outro ponto a considerar é a eficiência energética: muitos sistemas de pivô modernos integram tecnologias que otimizam o consumo de energia.
Por fim, a irrigação por pivô abrange grandes áreas de cultivo com facilidade, tornando-se uma solução ideal para propriedades de extenso território.
Em resumo, a irrigação por pivô representa uma combinação de precisão, economia e abrangência, fatores essenciais para uma agricultura sustentável e produtiva.
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Escolher o pivô de irrigação adequado para sua fazenda requer uma análise criteriosa de vários fatores.
Primeiramente, é fundamental avaliar o tamanho e a topografia do terreno, pois isso determinará o comprimento e o tipo de pivô mais apropriado.
Em seguida, considere a fonte de água disponível e sua vazão, já que isso influenciará na capacidade e eficiência do sistema. Além disso, investigue a qualidade da água, pois certos minerais ou impurezas podem demandar sistemas de filtragem ou tratamento.
Outro aspecto crucial é o tipo de cultura que você deseja irrigar, pois diferentes plantas têm necessidades hídricas variadas.
Por fim, leve em conta o orçamento disponível e o retorno sobre o investimento esperado. Opte por marcas e modelos reconhecidos no mercado por sua durabilidade e eficiência.
Em resumo, ao combinar uma análise detalhada das necessidades específicas da sua fazenda com pesquisa e planejamento, você estará bem posicionado para fazer uma escolha informada e beneficiar-se dos inúmeros vantagens da irrigação por pivô.
Referências
1. EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Sistemas de Irrigação. Disponível em: www.embrapa.br.
2. ABID – Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem. Dados sobre Irrigação no Brasil. Disponível em: www.abid.org.br.
3. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Políticas de Irrigação. Disponível em: www.gov.br/agricultura.
4. Fabricantes de Pivôs: Sites oficiais da Valley, Lindsay, Reinke, Bauer e Fockink.
5. Agências de Classificados Agrícolas: MF Rural, Agrofy, OLX.
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